quinta-feira, 23 de julho de 2015

Balão


Foi ontem, no tempo da criatividade, e há alguns anos, no tempo do relógio, que eu menina sonhava viajar num balão, subir indefinidamente pelas nuvens até bater no teto do céu. Pensava, eu, se o teto do céu era de madeira ou de telhas de barro. E pensava, ainda, se algo haveria para além do teto celeste: curiosidades que inquietavam minha pouca existência e me levavam ao desejo de desligar os pensamentos. Pronto, algo novo despertava meu interesse: como faria para desligar meus pensamentos? Seria possível encontrar em algum lugar de mim um botão? E descobri que o esforço para não pensar em nada era muito maior, então voltava pera meu balão e viajava no espaço-tempo dos grandes mistérios da humanidade: a luz, a chuva, as estrelas e a lua, sempre ali pendurada no teto do céu.

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