Amor, sim. Mas te deixo aqui.
Corto as linhas das minhas mãos
e desfaço as tranças do cabelo.
Será assim:
um rio que corre
um pássaro que voa
constelações
e mistério
e saudade (sim).
Seja um tanto de esquecimento
que renove o ar
e expulse o líquido já velho
das espumas dos meus pulmões.
Mais brisa, menos brasa: de agora em diante, meu amor: envelhecer.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Envelhecer
O corpo atravessa o tempo
rugas - riscos - rusgas
sobre um mapa de pele.
Rios de sonhos
Veredas da sobrevivência
Planícies de onde se vê outro horizonte,
invisível para a juventude dos olhos.
O menino que sonhava ser bailarino
pegou em armas
mas dança dentro do frágil coração.
Vestido branco
rodopiando
lembra de quando nasceu algodão.
rugas - riscos - rusgas
sobre um mapa de pele.
Rios de sonhos
Veredas da sobrevivência
Planícies de onde se vê outro horizonte,
invisível para a juventude dos olhos.
O menino que sonhava ser bailarino
pegou em armas
mas dança dentro do frágil coração.
Vestido branco
rodopiando
lembra de quando nasceu algodão.
Acessos
Entre nós tanto mar
tanto abismo
tanta selva
Caminhos de areia que escorrem na ampulheta.
Quantas serão as distâncias
no estreito eu - tempo - você?
Quanto se podem alargar
as ruas
as avenidas
os prédios
os automóveis
?
Contudo, estamos debaixo do mesmo, e ainda, vermelho céu.
Vou - me fazendo sem você.
(um pouco, todo dia).
Você aqui, sempre fazendo ausência.
(um tanto, algum dia).
tanto abismo
tanta selva
Caminhos de areia que escorrem na ampulheta.
Quantas serão as distâncias
no estreito eu - tempo - você?
Quanto se podem alargar
as ruas
as avenidas
os prédios
os automóveis
?
Contudo, estamos debaixo do mesmo, e ainda, vermelho céu.
Vou - me fazendo sem você.
(um pouco, todo dia).
Você aqui, sempre fazendo ausência.
(um tanto, algum dia).
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