quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sonhos

Sonhei que entrava em sua casa
paredes sujas e a mobília quebrada: não percebe?
e você segurava a minha mão respondendo: tudo vai ficar bem.
Enormes vacas amarelas pisoteando meu corpo
e um velho sentado em sua cadeira de balanço dizia: se tudo é apenas sonho,
acorde desse apertado e infinito espaço de alma, corpo e pulso.
Homens sem rosto me esfaqueavam levando toda as preces,
misturadas ao sangue que caía tingindo de vermelho todas as ilusões.
Quando acordei: tudo foi sonho?
-meus olhos arregalados para um teto estranho-
somos apenas um pedaço de história contada e esquecida?
será que posso te contar uma outra história de amor antes de dormir?