sexta-feira, 29 de março de 2013

Varanda Luz

A última luz na varanda
clareia em meu rosto os traços que o teu desenhou
enquanto no quintal o pé de manga marca o tempo
em que éramos nós, éramos Sol.
Ouço teu riso e acolho esperança
em perpétuo silêncio a te acompanhar
cantiga de rio
navega caminho por onde voltar.

Tua sempre ausência
não deixa esquecer
que a gasta pele já não afina o abraço
laço partido, perdido, unido
ao que de ti em mim ainda está
nosso calado giz procura a cor
vítrea azul deste olho-lugar.