São como fardos de névoa: imagens, palavras, lembranças, toque
tudo se funde numa branquidão de alma
quando todas as ruas ficam cada vez mais cinzas
e a fumaça turva os olhos em despedida.
Um cão de dentes enormes engoliu o gatinho amarelo
diante dos olhos do menino que pensou: a noite engoliu o sol
e tamanho foi o susto que a criança cresceu e não aprendeu ser feliz.
Mas guardo, menino, seu medo em minhas mãos
seu medo ainda é pedra preciosa enquanto a indiferença se faz tão concreta em meu caminho
é um elo de esperança e não sei se você pode entender
mas te digo: sobre a minha esperança só eu posso escolher, apenas eu e todos os desejos do meu coração: não me diga nunca mais para esquecer.
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