De alguma forma já se faziam desfeitos os laços, pois então caminhavam sós. Mas o amor era, ainda e com boa promessa de sempre, a água por onde navegavam, sem esperança de terra firme.
Ela enviava fotos, sem dedicatórias, de todas as paisagens onde os olhos pousavam de saudade.
Ele as recebia, em calado reconhecimento dos sentidos.
Cada fotografia enviada e recebida era o recordar de tatos, odores e audições: tudo o que não se poderia reter em imagem qualquer, mas que se fazia desperto ao foco de um olhar dedicado a não esquecer, a compartilhar ângulos e tons de modo gêmeo: como almas, por tanto tempo quanto a vida ainda as tivesse.
Ela enviava fotos, sem dedicatórias, de todas as paisagens onde os olhos pousavam de saudade.
Ele as recebia, em calado reconhecimento dos sentidos.
Cada fotografia enviada e recebida era o recordar de tatos, odores e audições: tudo o que não se poderia reter em imagem qualquer, mas que se fazia desperto ao foco de um olhar dedicado a não esquecer, a compartilhar ângulos e tons de modo gêmeo: como almas, por tanto tempo quanto a vida ainda as tivesse.
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